quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Análise ao texto “Aniversário”

Análise ao texto “Aniversário”

O poema é da autoria de Álvaro de Campos que é um dos heterónimos de Fernando Pessoa, é um poema longo o que era já natural na escrita de Álvaro de Campos.
Ao lermos este texto somos transportados para outra época, a época da infância do próprio poeta.
Com este texto o autor tenta mostrar-nos e dá-nos a sensação de como eram comemorados antigamente os aniversários pelas famílias, esta sensação pode ser dada por várias expressões do poeta, como por exemplo “No tempo em que festejavam o dia dos meus anos” (linha 1).
Antigamente era uma grande Festa que reunia a família toda, e era uma imensidão de gente, desde crianças a idosos, era uma festa, era uma tradição como diz o autor “Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos, / E a alegria de todos, e a minha, estava certa como uma religião qualquer” (linhas 3 e 4).
Hoje em dia tal não acontece, devido a muitos deles já terem partido e ao facto de as famílias já não serem nem tão grandes nem tão ligadas entre si, o caso do autor “É terem morrido todos” (linha 23)
Antigamente, não existia tanto luxo, pois existia algo bastante mais importante do que o luxo, o mais importante era a família, que coexistia em harmonia.
 Agora que a idade aumenta, que a vida passa, chega o momento onde nos lembra-mos da nossa infância, dos maravilhosos momentos passados em que nos lembramos das pessoas que já partiram e das lembranças que nos deixaram.
A rima deste poema é do tipo branco ou solta, algo que era uma das obrigatoriedades para que o poema fosse considerado Modernista, o autor usa a partir da 15ª linha  (…) para dar ênfase á melancolia pelo seu estado de calma e de sabedoria adquirida pela a idade, dá ênfase também a sua angustia pela sua solidão e a morte dos seus familiares, por outro lado a saudade do seu tempo de infância.
O poema é todo ele construído a volta do passado e do presente da vida do autor, o passado é retratado como um tempo de felicidade absoluta, o Presente é retratado como um momento de sofrimento, angústia e saudade.
O poeta está de tal maneira em sofrimento que dá a entender que já nem vive, apenas se limita a existir como nos é transmitido em “Hoje já não faço anos. / Duro / Somam-se os dias.” (linhas 39 a 41).

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